Em meio à noite serena, quando o mundo se aquieta e os pensamentos se afloram, encontro refúgio nas páginas de Drummond. Sua antologia, qualquer uma, companheira fiel na cabeceira da cama de quem ama verdadeiramente a poesia, é convite para uma viagem introspectiva, eivada de reflexões sobre a essência da vida, a complexa teia de relações humanas e a beleza fugaz do tempo.
A cada poema, me deparo com a maestria de um poeta que domina a linguagem como um maestro rege sua orquestra. As palavras, escolhidas com precisão cirúrgica, ganham vida sob seus dedos, revelando a fragilidade da existência, a solidão do ser humano e a busca incessante por significado. Drummond não se limita a descrever o mundo; ele o questiona, o desafia, o desvenda em seus aspectos mais íntimos. Seus versos, permeados por uma profunda melancolia e um humor ácido, me convidam a refletir sobre minhas próprias crenças, valores e contradições.
Em "No Meio do Caminho", ele me confronta com a inevitabilidade da pedra no caminho, símbolo dos obstáculos que encontramos em nossa jornada. Já em "Canção do Amigo", ele celebra a amizade verdadeira, um refúgio em meio à solidão do mundo.
Com Drummond, aprendo a apreciar a beleza do cotidiano, a reconhecer a poesia nas pequenas coisas da vida. Ele me ensina a olhar para o mundo com novos olhos, a questionar as certezas absolutas e a buscar a verdade em meio à complexa teia da existência. Sua obra, como um farol em meio à noite, ilumina meu caminho e me guia em busca de um sentido mais profundo para a vida. Drummond é mais do que um poeta; ele é um mestre da linguagem, um explorador incansável da alma humana e um companheiro fiel em minhas noites de insônia.
Ao fechar o livro e apagar a luz, seus versos ainda ecoam em minha mente, me convidando a uma nova reflexão, a uma nova descoberta sobre mim mesmo e sobre o mundo que me cerca. Drummond, na cabeceira da minha cama, é um convite constante à introspecção, à poesia e à busca incessante por significado.